Li «Larga o que te destrói» para que não tivesses de o fazer. E agora dou por mim a recomendá-lo.

O livro Larga o que te destrói, de Joris de Vries, sobre uma mesa de madeira

Vou começar por uma coisa: não costumo ler livros de desenvolvimento pessoal.

Há qualquer coisa naquele tom de «a tua vida pode ser muito melhor» que me põe logo de pé atrás. Sobretudo quando a resposta vem embrulhada em manifestações, energias e pedidos ao universo.

Mas começaram a chegar mensagens de leitoras: «Já leste Larga o que te destrói? O que achas?» Foram tantas que acabei por ceder. Pronto, ia lê-lo. Ao menos teria uma resposta para dar.

Agora está aqui ao meu lado, com os cantos dobrados e notas a lápis nas margens. E eu tenho de admitir uma coisa que não estava à espera de escrever:

Foi dos livros que mais me ficaram na cabeça nos últimos tempos.

A minha avaliação: 5 em 5

Reconheci-me em demasiadas páginas para o pôr de lado. E os exercícios deram-me uma razão para voltar a abri-lo.

Se só tens um minuto

Estava à espera de mais uma mão-cheia de conselhos que já tinha ouvido. Encontrei uma explicação para a dificuldade de largar certas coisas, acompanhada de exercícios que dá para experimentar. Da minha parte, 5 em 5.

A edição portuguesa custa 36 €, tem portes grátis e inclui dois e-books de oferta. Há 30 dias para a devolveres. Ver o livro →

Se queres perceber o que me fez mudar de ideias, continua a ler.

O que me levou a abri-lo

As expectativas eram baixas. Pensei logo nas frases do costume: «Pensa positivo.» «Deixa isso para trás.» «Vai correr tudo bem.» Ficam bem numa publicação no Instagram. Às três da manhã, quando a cabeça não se cala, servem de pouco.

Uma leitora escreveu-me que, mesmo depois de anos de terapia, tinha encontrado no livro uma explicação que finalmente lhe fizera sentido.

Fiquei curiosa. Queria perceber o que havia ali que a tinha tocado tanto. Uma experiência dessas não diz o que vai acontecer a outra pessoa, mas foi o suficiente para eu abrir a primeira página.

É este o livro de que estou a falar →

Quem é Joris de Vries

Joris de Vries é um autor holandês. Conta que passou por uma fase em que perdeu uma relação, a confiança em si próprio e a capacidade de dormir descansado.

Joris de Vries, autor de Larga o que te destrói
Joris de Vries, autor do livro.

Segundo o próprio, a culpa não o largava. Tentou diferentes formas de encontrar alívio e passou anos a estudar neurociência, filosofia e psicologia, à procura de respostas para aquilo que estava a viver.

Essa proximidade com o assunto nota-se na maneira como escreve. Há passagens que soam à conversa que terias com alguém que sabe o que é ficar presa à mesma ideia durante horas.

As perguntas que o levaram a escrever são fáceis de reconhecer:

A edição portuguesa reúne tudo em 350 páginas, com exercícios no final. Gostei de poder parar, voltar atrás e ficar numa passagem o tempo que me apetecesse. Não há ninguém do outro lado a apressar-te.

O que vais encontrar lá dentro

O livro segue um caminho simples de acompanhar, mesmo quando o assunto custa:

  1. Reconhecer. O que te prende? Que ideias e hábitos se tornaram tão familiares que já nem reparas neles?
  2. Compreender. De onde vêm essas reações? O que aprendeste a fazer para te protegeres, muitas vezes ainda em criança?
  3. Mudar. O que podes experimentar de maneira diferente, a começar por passos pequenos?

Assim escrito parece óbvio. O que me prendeu foram os exemplos. Estás a ler uma situação e, a certa altura, pensas: espera, eu faço isto. Aconteceu-me mais vezes do que gostaria de admitir.

Às vezes, o que pesa é o que continuamos a fazer com uma dor antiga.

Foi uma das ideias que me fizeram parar. Conhecer a origem de uma dor não a apaga, mas pode ajudar-te a perceber porque é que ainda lhe dás tanto espaço.

O que me surpreendeu

Eu já sabia que devia «largar», «perdoar-me» e «viver o presente». Saber isso nunca foi o problema.

Queria perceber porque é que não conseguia. Porque voltava à mesma conversa antes de adormecer. Porque me sentia culpada por coisas antigas. Porque acabava tantas vezes no mesmo ponto nas relações.

O livro demora-se nessas perguntas. Depois propõe exercícios para as levares para a tua própria vida. Há referências à neurociência, à filosofia e ao comportamento, explicadas sem te obrigar a ir procurar cada palavra ao dicionário.

Primeira parte: reconhecer o que te está a fazer mal

As primeiras páginas podem deixar-te desconfortável. Comigo foi aquele desconforto de reconhecer um hábito que preferia não ter. Fala-se de dor emocional, de pensamentos que se repetem e da culpa que se instala mesmo quando já não há nada para corrigir.

Segunda parte: perceber porque continuas no mesmo sítio

Foi a parte que mais me interessou. O autor mostra como certas experiências, sobretudo na infância, podem moldar a maneira como reagimos hoje. Sem transformar tudo numa acusação aos pais. A ideia é perceber o que aprendeste e se isso ainda te ajuda.

Há um alívio estranho em conseguir dar nome a uma reação que andavas há anos a tentar esconder.

Terceira parte: experimentar outra maneira de reagir

Aqui entram os exercícios. Tens propostas concretas para observar o que sentes, escrever e trabalhar algumas dessas reações. Os exercícios do final dão-te um sítio onde voltar. Podes reler o que escreveste e reparar no que mudou, ou no que continua difícil.

Exemplares da edição portuguesa de Larga o que te destrói junto de caixas de envio
A edição portuguesa. A loja indica entregas em Portugal em 3 a 5 dias úteis.

Foi aqui que comecei a sublinhar mais páginas do que tinha previsto. Se queres espreitar a edição portuguesa:

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Livro em papel • 36 € • portes grátis • 30 dias para devolver

O que gostei e o que me custou mais

Nem tudo me convenceu da mesma maneira. E, num livro deste género, prefiro saber isso antes de gastar dinheiro.

O que me fez continuar

  • Os exemplos. Reconheci situações minhas sem sentir que estava a levar uma reprimenda.
  • A proximidade. A escrita tem um lado pessoal que me ajudou a entrar no assunto.
  • Os exercícios. Dão-te alguma coisa para fazer depois de fechares o capítulo.
  • A linguagem. Consegui acompanhar as ideias sem me perder em termos complicados.
  • O cuidado no tom. Há espaço para a dificuldade de cada pessoa, sem exigir que estejas sempre bem.
  • O material do final. Vale a pena voltar ao que escreveste, em vez de deixar o livro esquecido na estante.

O que convém saber

  • Pede tempo. São 350 páginas, incluindo os exercícios. Não o compraria para despachar num fim de semana.
  • Há repetição. Algumas ideias regressam em capítulos diferentes. Por vezes ajudou-me; noutras passava mais depressa.
  • Não substitui terapia. Se estás a passar por uma crise ou por um sofrimento intenso, um livro não chega.
  • Exige disponibilidade. Nem sempre apetece olhar com atenção para aquilo que evitamos. Houve páginas que tive de deixar para outro dia.

Para mim, o que retirei da leitura compensou essas reservas. Mas são reservas reais. Vale mais entrares no livro a saber o que te vai pedir.

O que contam outros leitores

Quis perceber se outras pessoas tinham encontrado alguma coisa parecida. Na recensão original surgem estes quatro relatos, que deixo traduzidos. Os nomes e as idades são os da versão de origem; não se trata de testemunhos recolhidos em Portugal.

Tereza, 34 anos

«Li-o em duas noites. Não por ser curto, mas porque não conseguia pousá-lo. Pela primeira vez em anos, senti-me compreendida. Por um livro. Parece estranho, mas foi assim.»

Martin, 42 anos

«Depois do divórcio, andava perdido. Três anos de terapia ajudaram um pouco. Neste livro encontrei, em dois capítulos, uma explicação para coisas que ainda não tinha percebido. Já o dei a três amigos.»

Lucie, 29 anos

«Comprei-o para a minha mãe. Telefonou-me a chorar para agradecer. Disse-me: “Este livro ajuda-me a perceber porque faço o que faço.” Depois encomendei um exemplar para mim.»

Petr, 38 anos

«Não sou de falar de sentimentos. Lia o livro na cama, às escondidas, enquanto a minha namorada dormia. O capítulo sobre a raiva e o controlo mexeu tanto comigo que chorei pela primeira vez em anos. E fez-me bem.»

Cada um encontrou ali uma coisa diferente. São experiências individuais, claro. O que me interessou foi a maneira tão concreta como descrevem o que lhes ficou da leitura.

Se alguma destas situações te é familiar, podes espreitar o livro com mais calma.

Conhecer Larga o que te destrói →

Livro em papel • 36 € • portes grátis • 30 dias para devolver

A quem o recomendaria

Pensei em várias pessoas enquanto lia. Sobretudo em quem reconhece alguma destas situações:

Se procuras uma leitura leve para desligar, escolheria outra coisa. Este livro faz-te ficar um bocadinho mais com assuntos de que talvez te apeteça fugir.

O que o distingue de outras leituras do género

Não faltam livros sobre emoções. Neste, ficaram-me três coisas.

A primeira foi a voz do autor. Há pormenores sobre culpa, vergonha e noites mal dormidas que aproximam o texto de quem o lê. Mesmo quando não me reconhecia num exemplo, conseguia perceber o que estava em causa.

Depois, a atenção ao porquê. Antes de te pedir que mudes uma reação, o livro tenta explicar de onde ela vem. Para mim, fez diferença. É mais fácil trabalhar um hábito quando percebes o que andaste a tentar proteger com ele.

E, por fim, os exercícios. Tive de interromper a leitura para escrever. Isso obrigou-me a sair da posição confortável de quem lê uma ideia, concorda com ela e passa à página seguinte.

Toda a gente me dizia para largar. Eu queria perceber por onde começar.

Vale os 36 €?

Para mim, sim. Mas convém olhar para o que está incluído.

Recebes um livro em papel, de capa mole, com 350 páginas, incluindo exercícios no final. Os portes para Portugal são grátis. Recebes também, por e-mail, dois e-books de oferta.

O valor que lhe encontrei está em poder voltar às páginas de que preciso. Há livros que leio uma vez e arrumo. Este ficou mais perto da secretária.

Os 36 € continuam a ser dinheiro. Se neste momento te fazem falta para outra coisa, isso conta. Se decidires experimentar, a loja dá-te 30 dias para devolveres o livro em bom estado e receberes o reembolso, nos termos da garantia.

A minha opinião depois de o fechar

A minha avaliação: 5 em 5

Larga o que te destrói fez-me pensar em coisas que eu julgava já ter arrumado. Gostei do tom, dos exemplos e, sobretudo, de ter exercícios para trabalhar o que a leitura ia trazendo à superfície. É um livro a que quero voltar.

Entrei à espera de escrever uma recensão morna. Saí com vontade de o recomendar. Não porque ache que vai resolver a vida a toda a gente, mas porque houve páginas em que me senti menos sozinha com o que estava a ler.

E porque, quando o fechei, sabia a quem o queria passar.

Onde encontrar a edição portuguesa

Está disponível na loja oficial do livro, em português de Portugal. A encomenda inclui:

Larga o que te destrói, em papel, com 350 páginas e exercícios no final

O antídoto para dar voltas à cabeça, e-book de oferta

Amor sem rodeios, e-book de oferta

Portes grátis para Portugal, com entrega prevista em 3 a 5 dias úteis

30 dias para devolveres o livro, de acordo com a garantia da loja

O primeiro e-book acompanha o tema dos pensamentos que não param. O segundo centra-se nas relações e nos limites. São enviados por e-mail, à parte do livro em papel.

Edição portuguesa de Larga o que te destrói, de Joris de Vries

Larga o que te destrói

350 páginas, exercícios no final e 2 e-books de oferta

36 € com portes grátis • 30 dias para devolver


Se chegaste até aqui, talvez te tenhas reconhecido numa passagem. Ou tenhas pensado numa amiga, na tua mãe, em alguém que anda a carregar demasiado.

Foi assim que este livro me ficou na cabeça. Com uma pessoa concreta a quem o queria dar a ler.


Dados do livro

Título: Larga o que te destrói

Autor: Joris de Vries

Idioma: português de Portugal

Extensão: 350 páginas, incluindo exercícios no final

Formato: livro em papel, capa mole

Preço: 36 €, com portes grátis

Ofertas: O antídoto para dar voltas à cabeça e Amor sem rodeios, em formato digital

Entrega: Portugal, em 3 a 5 dias úteis; expedição indicada pela loja em 24 horas úteis

Devolução: 30 dias, nas condições da loja

Apoio: livro@largaoquetedestroi.pt

Loja oficial: largaoquetedestroi.pt

Rita Nogueira • Livros, emoções e as perguntas que ficam depois da última página.

Conteúdo comercial em formato de recensão, adaptado da versão original para leitores em Portugal. Os relatos citados foram traduzidos dessa versão. Esta página contém ligações para a loja do editor. O livro não substitui acompanhamento psicológico ou médico.

Larga o que te destrói
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